🌎 Brasil teve mais de 2,4 mil terremotos nos últimos 10 anos: o que revelam os dados sísmicos
Entre 1º de agosto de 2015 e 31 de julho de 2025, o Brasil registrou 2.450 terremotos, segundo dados levantados pelo portal Metrópoles junto ao Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
Embora o número seja expressivo, a maior parte desses eventos foi de baixa magnitude, passando despercebida pela população.
Isso significa que, estatisticamente, a cada três dias ocorrem dois terremotos no solo brasileiro. Contudo, como destaca o sismólogo Gilberto Leite, da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), a percepção humana depende de diversos fatores, como magnitude, profundidade, distância do epicentro e tipo de solo.
“Depende do tamanho do evento, mas também da profundidade, da distância do centro do evento, de onde está a população, da geologia local e até mesmo da altura em que as pessoas estão”, explica o pesquisador.
📊 Onde os tremores mais acontecem
Os dados da última década apontam que 81,2% dos terremotos brasileiros (1.989 eventos) tiveram magnitude inferior a 3,0 mR — o que significa que são microssismos, geralmente não perceptíveis.
Os três maiores tremores do período ocorreram na fronteira entre o Brasil e o Peru, com magnitudes de 7,5 e 7,0 pontos, sendo sentidos em áreas amazônicas e andinas.
Entre as regiões com maior incidência sísmica, destacam-se:
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Nordeste, especialmente Rio Grande do Norte e Pernambuco, ao redor da Bacia Potiguar;
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Sudeste, em áreas entre Minas Gerais e São Paulo, onde há falhas geológicas reativadas;
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Norte e Centro-Oeste, com registros esporádicos próximos a áreas de transição entre blocos estruturais do Craton Amazônico e do Craton do São Francisco.
🌍 A estabilidade relativa do Brasil
Apesar dos números, o Brasil é considerado um país de baixa sismicidade, principalmente porque está localizado sobre o centro da Placa Sul-Americana, distante das bordas onde ocorrem os terremotos mais fortes do planeta.
“Dentro da placa, há regiões de fraqueza ou de acúmulo de esforço que permitem a ocorrência dos chamados eventos intraplaca”, explica o sismólogo Gilberto Leite.
Esses tremores intraplaca ocorrem devido a reajustes internos na crosta terrestre, em áreas com falhas antigas e zonas de cisalhamento, que ocasionalmente voltam a se movimentar.
🧭 Um país que treme discretamente, mas com frequência
Mesmo que a maioria dos sismos brasileiros seja leve, o levantamento reforça a importância do monitoramento contínuo, realizado por instituições como o LabSis/UFRN, o Centro de Sismologia da USP e o Obsis/UnB.
Esses órgãos são responsáveis por mapear os abalos, informar a população e compreender a estrutura geológica nacional.
O histórico de eventos mostra que o Brasil, embora estável, não é completamente imóvel — e que os tremores fazem parte da dinâmica natural do planeta.
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com o professor Rogerdautry, que explica por que o Brasil registra tantos tremores, quais regiões são mais ativas e o que os dados sísmicos da última década revelam sobre a geologia do nosso território.
📅 Período analisado: 1º de agosto de 2015 a 31 de julho de 2025
📊 Total de eventos: 2.450 terremotos
📍 Principais regiões afetadas: Nordeste, Sudeste e fronteira Brasil–Peru
🗓️ Fonte: Metrópoles / Centro de Sismologia da USP / RSBR
🔗 Link original: https://www.metropoles.com/brasil/terremotos-no-brasil
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