🌋 Onde ocorrem mais sismos no planeta?

NOAA divulga lista dos países com mais terremotos — e a Ásia lidera o ranking

Você sabia que ocorrem cerca de 300 mil terremotos por ano em todo o mundo? A maioria é imperceptível, mas alguns causam grandes destruições e milhares de mortes.
De acordo com levantamento da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos), nenhuma parte do planeta está completamente livre de terremotos — mas algumas regiões concentram muito mais atividade sísmica do que outras.


🌍 Onde ocorrem mais terremotos no planeta?

Os terremotos resultam de rupturas súbitas na crosta terrestre, liberando grandes quantidades de energia que se propagam em forma de ondas sísmicas.
A maioria dos sismos ocorre ao longo de falhas geológicas localizadas nas bordas das placas tectônicas, embora também ocorram no interior das placas — os chamados terremotos intraplaca, mais raros, mas possíveis.

Entre os principais fatores que aumentam o risco sísmico estão:

  • 🌋 Atividade vulcânica,

  • 🌡️ Movimentos de magma em profundidade,

  • 🧭 Reajustes estruturais entre blocos da crosta.


🔥 As três principais faixas sísmicas do planeta

Os terremotos estão distribuídos em três grandes cinturões geodinâmicos da Terra:

  1. Anel de Fogo do Pacífico
    Responsável por 81% dos maiores sismos do planeta, é uma região de intensa subducção que contorna o Oceano Pacífico — passando por Chile, Japão, Indonésia, Filipinas, EUA (Alasca e Califórnia), entre outros.

  2. Cinturão Alpino-Himalaio
    Se estende de Java e Sumatra até o Himalaia, passando pelo Irã, Turquia, Grécia, Itália e Mediterrâneo, e segue até o Atlântico Norte. É a segunda maior zona sísmica da Terra.

  3. Dorsal Mesoatlântica
    Uma cadeia de montanhas submersas no meio do Atlântico, onde as placas tectônicas se afastam. Embora a atividade seja contínua, os sismos ali são, em geral, menos destrutivos por ocorrerem sob o oceano.


📊 Países com mais terremotos registrados (1990–2025)

Segundo a NOAA, os países que mais registraram terremotos significativos nas últimas décadas — considerando magnitudes acima de 7,5, geração de tsunamis, prejuízos acima de US$ 1 milhão ou mais de 10 mortes — são:

🌎 País🧭 Número de terremotos (1990–2025)
🇨🇳 China187
🇮🇩 Indonésia173
🇮🇷 Irã112
🇯🇵 Japão103
🇺🇸 Estados Unidos79
🇹🇷 Turquia65
🇮🇳 Índia59
🇵🇭 Filipinas55

🔹 China e Indonésia estão entre as regiões mais vulneráveis, localizadas sobre zonas de subducção altamente ativas.
🔹 Já o Japão é um dos países mais preparados, com sistemas de alerta, simulações e construções antisísmicas.
🔹 A Turquia e o Irã integram o Cinturão Alpino-Himalaio, frequentemente atingido por sismos devastadores.


🌏 O caso de Myanmar (Sudeste Asiático)

Em 28 de março de 2025, Myanmar foi atingido por um terremoto de magnitude 7,7, seguido de tremores em Tonga (M7,0) e Papua-Nova Guiné (M6,9).
O país fica na intersecção das placas Eurasiática, do Pacífico, Filipina e Indo-Australiana, o que o torna altamente propenso à atividade sísmica.

Entretanto, a falta de códigos de construção e políticas de prevenção agrava os efeitos dos abalos.

🧩 Diferentemente de nações como Chile e Indonésia, que aprimoraram seus sistemas de alerta e simulacros, Myanmar ainda enfrenta grande vulnerabilidade social e estrutural.


⚠️ Importância da prevenção

Segundo especialistas, sistemas de monitoramento, alertas antecipados e infraestrutura adequada são as melhores formas de reduzir os impactos de grandes terremotos.
Países que adotaram essas medidas — como Japão, Chile e Indonésia — conseguiram diminuir drasticamente as perdas humanas nas últimas décadas.


🎥 Análise completa no canal Geografia em Pauta

🔍 Assista no canal Geografia em Pauta com o professor Rogerdautry, que explica por que os maiores terremotos ocorrem no Anel de Fogo, como funcionam as zonas de subducção e quais regiões do planeta são mais vulneráveis à liberação de energia sísmica.


📅 Data: Abril de 2025
📊 Fonte: NOAA / Olhar Digital / National Centers for Environmental Information
✍️ Adaptação: Professor Rogerdautry Praxedes ArcanjoGeografia em Pauta

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